Atualmente muitos irmãos possuem antecedentes diferentes como presbiterianos, batistas, católicos, entre outros. Todavia todos têm a mesma fé, pois todos crêem no mesmo Senhor Jesus Cristo. Todos eles foram redimidos pelo mesmo sangue; portanto, todos têm a mesma vida interior. Todos somos um nesta fé todo-inclusiva. (Romanos 10:12) "Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam."
A comunhão, uns com os outros, está baseada nesta unidade e por temos a mesma vida divina, todos temos o mesmo Senhor e todos temos a mesma redenção. Uma vez que eles são santos, que não pecam como em 1 Coríntios 5, devemos reconhecê-los todos como queridos irmãos e irmãs, e não ficar condenando o tipo de batismo ou doutrina que tiveram. Por todos crerem no mesmo Senhor, todos foram salvos pelo mesmo Deus. (João 3:16) "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
Podemos crer num arrebatamento diferente, e de maneira diferentes mas, desde que cremos em Jesus Cristo como filho de Deus, que se encarnou como um homem, morreu na cruz por nossos pecados, e ressuscitou dos mortos, todos somos redimidos, justificados, regenerados e salvos. Todos ainda temos a vida divina dentro em nós. Por isso, somos todos de um corpo. Baseados nisso é que temos comunhão uns com os outros. Poderemos conversar sobre certas coisas, porém não poderemos ir muito longe, e nem discutir. Precisamos fundamentar nossa comunhão somente no próprio Senhor. (1Timoteo 1:4-7) “nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé. Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.”
Todavia, caímos em discussões que não nos leva a nada, como Paulo falou para Timoteo (1Timoteo 1:4-7), ficamos tentando convencer uns aos outros de quem esta certo, porem todos somos iguais em vida, nascemos do mesmo Pai; por isso precisamos ser um. Não deveríamos desprezá-los por praticarem algo como falar em línguas, e nós não. Entretanto, este é o problema. Poderíamos receber graça do Senhor para sermos tão gerais em nossa atitude? Todos precisamos perceber que eles são nossos irmãos, não importando o quanto eles diferem de nós em certas coisas. Precisamos amá-los, pois somos o mesmo que eles em redenção e em vida. Esta é a base e o terreno de nossa comunhão.
Nós até mesmo podemos tomar a base única da igreja enquanto outros não a tomam. Todavia, mesmo apesar disso, ainda devemos ter comunhão uns com os outros. Isso, entretanto, realmente necessita de graça. Precisamos dizer: “Senhor, pela Tua graça e misericórdia, não me importo com todas as diferenças. Simplesmente me importo Contigo. Somente me importo com a Tua redenção e Tua vida, nada mais. A despeito de quanto este irmão difere de mim, eu ainda o amo.”
Sem dúvida, não podemos concordar com nenhuma divisão. Isso, porém, não pode impedir nossa comunhão. Não importa se outros estão ou não em divisões, precisamos reconhecer que eles são nossos irmãos. Isso não significa que concordamos com suas divisões, não, nós não concordamos com suas divisões, todavia, precisamos amar todos os santos, até mesmo aqueles na Igreja Católica Romana. Há alguns crentes genuínos na Igreja Católica Romana, e todos estes têm a mesma vida divina que nós. Eles podem vestir seus trajes clericais, contudo, em redenção e em vida somos todos iguais.
...A comunhão do Corpo e da Igreja está baseada sobre uma coisa: somos todos redimidos pelo mesmo sangue e regenerados pela mesma vida divina.
Texto extraído e adaptado do livro: “A expressão prática da Igreja” – Witness Lee, Cap. 12, pág. 109-11
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